Inventário de Depressão de Beck

Inventário de Depressão de Beck (Beck Depression InventoryBDIBDI-II) ou Escala de Depressão de Beck foi criado por Aaron Beck, e consiste em um questionário de auto-relato com 21 itens de múltipla escolha. É um dos instrumentos mais utilizados para medir a severidade de episódios depressivos. o BDI compreende 21 premissas referentes ao atual momento do sujeito que são quantificadas em uma escala de 4 pontos de intensidade (0 á 3). O propósito desta escala é avaliar a medida da depressão. É um instrumento de fácil manipulação e aplicação, além de possuir grande aceitação. Os escores variam de zero até 63, onde o zero indica não existir nenhum traço de depressão, enquanto o escore mais alto indica maior gravidade da depressão. O guia de interpretação  é o que se segue: (a) 0 = pontuação mínima, sem depressão; (b) 10 á 16 = indica estado de depressão leve á moderada; (c) 17 á 29 = compreende um estado de depressão moderada á grave; e (d) 30 á 63 = indica um estado de depressão severa. O BDI  avalia a medida de depressão de acordo com os novos critérios estabelecidos pelo DSM-IV, e pode ser aplicado em indivíduos com idade igual/superior á 13 anos.

– O Instrumento: Inventário de Depressão de Beck

– Propriedades psicométricas: Inventário de depressão de Beck – propriedades psicométricas da versão em português


Avaliação Sensorial de Nottingham

Avaliação Sensorial de Nottingham foi elaborada na Inglaterra, em 1991, por Lincoln et al., com o objetivo de identificar os déficits sensoriais em indivíduos pós-AVC e monitorar a sua recuperação. Trata-se de um instrumento de avaliação das modalidades sensoriais protopáticas e epicríticas, o qual revelou boa confiabilidade intra-examinador, porém pobre confiabilidade inter-examinador após avaliação de hemiparéticos. Dessa forma, em 1998, o mesmo foi submetido à redução de itens e a novo exame de confiabilidade no seu país de origem, e foram encontrados níveis aceitáveis de confiabilidade inter-examinador. A Avaliação Sensorial de Nottingham destaca-se das demais medidas de avaliação sensorial por testar todos os segmentos corporais e por não exigir materiais de alto custo para sua aplicação, sendo uma avaliação de grande aceitação. Entre os equipamentos necessários para a aplicação desta avaliação estão objetos simples como caneta, lápis, moedas, esponja, flanela, tesoura, pente, copo e xícara, o que demonstra a simplicidade do teste, sem, entretanto, minimizar sua eficiência.

– O Instrumento: Avaliação Sensorial de Nottingham

– Validade, concordância e confiabilidade da versão brasileira: Validade e Concordância da Avaliação Sensorial de Nottingham


Escala de Equilíbrio de Berg

A Escala de Equilíbrio de Berg, também chamada Balance Scale (Berg e cols., 1992), compreende a avaliação de 14 tarefas relacionadas ao dia-a-dia, que envolvem o equilíbrio estático e dinâmico, tais como alcançar, girar, transferir-se, permanecer em pé e levantar-se.

As tarefas são avaliadas por meio de observação do desempenho, com uma escala ordinal de 0 á 4. A pontuação é baseada no tempo em que a posição pode ser mantida, a distância que o braço é capaz de alcançar para a frente, ou o tempo para completar uma tarefa. Assim, estes pontos são subtraídos caso o tempo ou a distancia não sejam atingidos, o sujeito necessite de supervisão para a execução da tarefa, ou se o sujeito apóia em um suporte externo ou recebe ajuda do examinador, a pontuação máxima é de 56 pontos.

De acordo com Shumway-Cook & Woollacott (2003) há uma relação entre a pontuação e o risco de quedas. Para na amplitude de 56 a 54 pontos, cada ponto a menos é associado á um aumento de 3 a 4% no risco de quedas, na amplitude de 54 a 46 pontos, cada ponto aumenta de 6 a 8% de chances, sendo que abaixo de 36 pontos o risco de quedas é de quase 100%.
Para Carr & Shepherd, esta escala tem sido relatada como confiável e parece ter validade de conteúdo. Todavia, ainda para estes, o teste é muito demorado.

– O Instrumento (com instruções):  Escala de equilíbrio de berg


Escala de Lawton e Brody de AIVD

A Escala de Lawton e Brody de atividades instrumentais de vida diária possui oito atividades onde o sujeito será avaliado (7 na versão adaptada) de acordo com o seu desempenho e/ou participação. As atividades incluem o uso do telefone, o fazer compras, a preparação de refeições, o trabalho doméstico, o lavar roupa, a locomoção fora de casa, a responsabilidade com a medicação, e o manejo do dinheiro (economia). Os itens são classificados quanto à assistência, à qualidade da execução e a iniciativa do sujeito. Assim, este instrumento fornece informações referentes á dependência/independência tanto de uma maneira global em AIVDs quanto em AIVDs específicas.

– O Instrumento: Escala de Lawton e Brody

Versão adaptada ao Brasil e artigo de validação:
– Lawton e Brody Validação