Avaliações

O processo de atuação do terapeuta ocupacional em reabilitação é complexo e compreende pelo menos procedimentos como entrevista inicial, avaliação, estratégias de intervenção e desfechos esperados.

A avaliação a ser utilizada é dependente de aspectos como condição de saúde, da idade do usuário, contexto, objetivos do serviço, equipe, entre outros.

Há uma ampla gama de avaliações possíveis para as mais variadas situações. Gostamos particularmente deste site https://www.sralab.org/rehabilitation-measures. 

      Vejo que a atuação do terapeuta ocupacional em saúde funcional, apesar da ampla referência científica, deve ir ao encontro de uma demanda específica relativa ao cidadão brasileiro, com dificuldades particulares, principalmente quando se pensa em participação social, reabilitação profissional, bem estar e qualidade de vida.

     Um  olhar com vistas as potencialidades, que permita o fazer diferente, com competência e autonomia pode ser um dos caminhos. Contudo, como sempre fala uma querida amiga, essa escolha, esse caminho, não nos pertence. Desta forma deve-se buscar articular autonomia com escolhas de caminhos e com potencialidades/ possibilidades do fazer do sujeito, considerando demandas, contextos específicos e efetivas oportunidades de participação social.

As escalas e avaliações mais utilizadas em nossa prática com adultos sequelados  por doenças neurológicas em enfermarias, ambulatórios e centros de reabilitação são: https://toneurologiaufpr.wordpress.com/category/as-avaliacoes/


Modified Rankin Scale

A Modified Rankin Scale – MRS (Escala Modificada de Rankin) é a escala mais popular para desfechos globais em Acidente Vascular Cerebral, e vem sendo cada vez mais adotada com objetivos primários de ensaios clínicos em AVC agudo. A escala descreve seis graus de incapacidade após um acidente vascular cerebral: grau 5 denota incapacidade grave, acamados; enquanto grau zero denota nenhum sintoma ou sequela.

Utilizamos e correlacionamos esta escala com a MIF na enfermaria de Neurologia do HC – UFPR, em uma amostra de 325 pacientes cujo as doenças neurológicas geraram deficiências motoras e sensoriais. O índice de correlação de Pearson foi superior a 0,8 pontos quando correlacionada com a parte motora da MIF.

Como é uma escala bastante utilizada por médicos, é importante que também seja usada por reabilitadores,  devido a permitir uma discussão mais clara com a equipe sobre o nível de incapacidade do paciente. Contudo, esta é a validade da escala, identificar o nível de incapacidade do paciente.

Aqui há uma discussão sobre escalas utilizadas junto a pessoas acometidas por AVC e também uma comparação entre o Índice de Barthel e a MIF (chapter21_outcome-measures_final_16ed).

– A Escala: modified_rankin

– Utilização: Modified Rankin Scale – Structured Interview


Medida de Independência Funcional – MIF

A Medida de Independência Funcional (MIF) é uma avaliação funcional com 18 itens nas áreas de cuidado pessoal, controle dos esfíncteres, mobilidade, comunicação e cognição-social. Ela foi projetada para mensurar o nível de independência do paciente em um contexto de enfermaria. A pontuação é feita ou por entrevista com o paciente e/ou cuidador, ou ainda pela  observações direta do desempenho das atividades.

A MIF apresenta boa confiabilidade, além de ser de fácil e rápida aplicação, porém tem sido discutida sua validação. Em nossa prática temos utilizado a MIF em enfermarias,  ambulatórios e Centros de Reabilitação.

– O Instrumento: MIF

– Artigo de Validação Nacional e manual de Instruções:
– MIF validação no Brasil
– Manual MIF