Gestão em Clínicas e Centros de Reabilitação

Este tópico trata de estratégias para gestão de Clínicas e Centros de Reabilitação para equipes multidisciplinares. A princípio foi realizado um trabalho junto a um Centro de Atendimento de Urgência ao AVC (U-AVC), mas por questões diversas não teve continuidade. Nosso objetivo é experimentar ferramentas para gestão e discutir a os resultados de sua aplicação. A proposta terá por princípio o modelo “Rehab-Cycle®” da OMS, que é baseado na CIF.

Renato Nickel 2683-TO


Escala de Funcionamento Ocupacional e Social para Pessoa com Epilepsia (SOFSE-PB)

A Epilepsia tem um impacto multidimensional na vida das pessoas e pode gerar problemas de funcionalidade, ferramentas que permitam a identificação desses problemas podem auxiliar na remoção de limitações, restrições e barreiras.

Em 2013 Wang e colaboradores publicaram a Social and Occupational Functioning Scale for Epilepsy (SOFSE), ferramenta que identifica a funcionalidade e também desfechos de intervenções clínicas junto a pessoa com epilepsia.

Face a importância da ferramenta, em 2015 a terapeuta ocupacional Patrícia Fernandes (15918 – TO) realizou a tradução da referida escala, que foi apresentada na sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-graduação em Medicina Interna da UFPR (http://eds.a.ebscohost.com/eds/detail/detail?vid=9&sid=2d8ab438-0525-41e3-8edc-606b8cd597e5%40sessionmgr4007&hid=4210&bdata=Jmxhbmc9cHQtYnImc2l0ZT1lZHMtbGl2ZQ%3d%3d#AN=fpr.000349659&db=cat03330a )

Segue aqui a Escala Traduzida (sofse-escala-final).

 


Título de especialista em Saúde Funcional

Colegas terapeutas ocupacionais,

Eu não saberia definir uma data, mas faz alguns anos que venho discutindo com profissionais da RENETO, ABRATO, COFFITO e CREFITOs sobre a Especialidade de Terapia Ocupacional em Saúde Funcional.

Vejo com espanto o movimento de alguns Conselhos Regionais contra a atuação do terapeuta ocupacional nesta área, mas o que mais me espanta é ver que o atual presidente do nosso Conselho Federal se omite em relação ao fato. Esta é uma área de atuação historicamente construída e socialmente estabelecida pela Terapia Ocupacional.

Apesar das ações realizadas a especialidade não foi ainda disciplinada, inclusive, apesar de reconhecida pela Resolução COFFITO 366 de 20 de maio de 2009, não aparece entre as especialidades reconhecidas no atual Sitio do Conselho (http://coffito.gov.br/nsite/?page_id=3390).

A atuação do terapeuta ocupacional em reabilitação é marcada por ampla literatura e também pela legislação vigente quando se prevê sua participação em diversos serviços nessa área.

O termo “Saúde Funcional” é o mais adequado? Difícil dizer. Mas os principais objetivos em termos de reabilitação como atividades, ocupações e cotidianos estão fortemente ligados a nossa teoria e prática.

De qualquer forma, na realidade atual, se faz necessário termos consenso sobre o tema e o termo, para dar sequência as ações já realizadas. Só que esta continuidade deve ser desencadeada por quem nos representa, a ABRATO, onde o COFFITO terá a função que lhe é de fato, a de chancela. Contudo, a ABRATO precisa muito de nossa participação para poder atuar em relação ao que nos é de direito, não só em termos financeiro (que irá pagar advogados e cartórios), mas também será necessário algumas de nossas valiosas horas de trabalho.

Renato Nickel

2683 – TO



Avaliações

O processo de atuação do terapeuta ocupacional em reabilitação é complexo e compreende pelo menos procedimentos como entrevista inicial, avaliação, estratégias de intervenção e desfechos esperados.

A avaliação a ser utilizada é dependente de aspectos como condição de saúde, da idade do usuário, contexto, objetivos do serviço, equipe, entre outros.

Há uma ampla gama de avaliações possíveis para as mais variadas situações. Gostamos particularmente deste site https://www.sralab.org/rehabilitation-measures. 

      Vejo que a atuação do terapeuta ocupacional em saúde funcional, apesar da ampla referência científica, deve ir ao encontro de uma demanda específica relativa ao cidadão brasileiro, com dificuldades particulares, principalmente quando se pensa em participação social, reabilitação profissional, bem estar e qualidade de vida.

     Um  olhar com vistas as potencialidades, que permita o fazer diferente, com competência e autonomia pode ser um dos caminhos. Contudo, como sempre fala uma querida amiga, essa escolha, esse caminho, não nos pertence. Desta forma deve-se buscar articular autonomia com escolhas de caminhos e com potencialidades/ possibilidades do fazer do sujeito, considerando demandas, contextos específicos e efetivas oportunidades de participação social.

As escalas e avaliações mais utilizadas em nossa prática com adultos sequelados  por doenças neurológicas em enfermarias, ambulatórios e centros de reabilitação são: https://toneurologiaufpr.wordpress.com/category/as-avaliacoes/


Modified Rankin Scale

A Modified Rankin Scale – MRS (Escala Modificada de Rankin) é a escala mais popular para desfechos globais em Acidente Vascular Cerebral, e vem sendo cada vez mais adotada com objetivos primários de ensaios clínicos em AVC agudo. A escala descreve seis graus de incapacidade após um acidente vascular cerebral: grau 5 denota incapacidade grave, acamados; enquanto grau zero denota nenhum sintoma ou sequela.

Utilizamos e correlacionamos esta escala com a MIF na enfermaria de Neurologia do HC – UFPR, em uma amostra de 325 pacientes cujo as doenças neurológicas geraram deficiências motoras e sensoriais. O índice de correlação de Pearson foi superior a 0,8 pontos quando correlacionada com a parte motora da MIF.

Como é uma escala bastante utilizada por médicos, é importante que também seja usada por reabilitadores,  devido a permitir uma discussão mais clara com a equipe sobre o nível de incapacidade do paciente. Contudo, esta é a validade da escala, identificar o nível de incapacidade do paciente.

Aqui há uma discussão sobre escalas utilizadas junto a pessoas acometidas por AVC e também uma comparação entre o Índice de Barthel e a MIF (chapter21_outcome-measures_final_16ed).

– A Escala: modified_rankin

– Utilização: Modified Rankin Scale – Structured Interview