Escala de Funcionamento Ocupacional e Social para Pessoa com Epilepsia (SOFSE-PB)

A Epilepsia tem um impacto multidimensional na vida das pessoas e pode gerar problemas de funcionalidade, ferramentas que permitam a identificação desses problemas podem auxiliar na remoção de limitações, restrições e barreiras.

Em 2013 Wang e colaboradores publicaram a Social and Occupational Functioning Scale for Epilepsy (SOFSE), ferramenta que identifica a funcionalidade e também desfechos de intervenções clínicas junto a pessoa com epilepsia.

Face a importância da ferramenta, em 2015 a terapeuta ocupacional Patrícia Fernandes (15918 – TO) realizou a tradução da referida escala, que foi apresentada na sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-graduação em Medicina Interna da UFPR (http://eds.a.ebscohost.com/eds/detail/detail?vid=9&sid=2d8ab438-0525-41e3-8edc-606b8cd597e5%40sessionmgr4007&hid=4210&bdata=Jmxhbmc9cHQtYnImc2l0ZT1lZHMtbGl2ZQ%3d%3d#AN=fpr.000349659&db=cat03330a )

Segue aqui a Escala Traduzida (sofse-escala-final).

 


Modified Rankin Scale

A Modified Rankin Scale – MRS (Escala Modificada de Rankin) é a escala mais popular para desfechos globais em Acidente Vascular Cerebral, e vem sendo cada vez mais adotada com objetivos primários de ensaios clínicos em AVC agudo. A escala descreve seis graus de incapacidade após um acidente vascular cerebral: grau 5 denota incapacidade grave, acamados; enquanto grau zero denota nenhum sintoma ou sequela.

Utilizamos e correlacionamos esta escala com a MIF na enfermaria de Neurologia do HC – UFPR, em uma amostra de 325 pacientes cujo as doenças neurológicas geraram deficiências motoras e sensoriais. O índice de correlação de Pearson foi superior a 0,8 pontos quando correlacionada com a parte motora da MIF.

Como é uma escala bastante utilizada por médicos, é importante que também seja usada por reabilitadores,  devido a permitir uma discussão mais clara com a equipe sobre o nível de incapacidade do paciente. Contudo, esta é a validade da escala, identificar o nível de incapacidade do paciente.

Aqui há uma discussão sobre escalas utilizadas junto a pessoas acometidas por AVC e também uma comparação entre o Índice de Barthel e a MIF (chapter21_outcome-measures_final_16ed).

– A Escala: modified_rankin

– Utilização: Modified Rankin Scale – Structured Interview


Medida de Independência Funcional – MIF

A Medida de Independência Funcional (MIF) é uma avaliação funcional com 18 itens nas áreas de cuidado pessoal, controle dos esfíncteres, mobilidade, comunicação e cognição-social. Ela foi projetada para mensurar o nível de independência do paciente em um contexto de enfermaria. A pontuação é feita ou por entrevista com o paciente e/ou cuidador, ou ainda pela  observações direta do desempenho das atividades.

A MIF apresenta boa confiabilidade, além de ser de fácil e rápida aplicação, porém tem sido discutida sua validação. Em nossa prática temos utilizado a MIF em enfermarias,  ambulatórios e Centros de Reabilitação.

– O Instrumento: MIF

– Artigo de Validação Nacional e manual de Instruções:
– MIF validação no Brasil
– Manual MIF


Questionário de Qualidade de Vida SF-36

O SF-36 (Medical Outcomes Study 36 – Item Short –  Form Health Survey) é um instrumento genérico de avaliação da qualidade de vida, de fácil administração e compreensão. Consiste em um questionário multidimensional formado por 36 itens, englobados em 8 escalas ou domínios, que são: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral da saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental.

Apresenta um escore que vai de 0 (zero) á 100 (obtido por meio de cálculo do Raw Scale), onde o zero corresponde ao pior estado geral de saúde e o 100 corresponde ao melhor estado de saúde.

É um questionário bem desenhado e suas propriedades de medida, como reprodutibilidade, validade e suscetibilidade a alterações já foram bem demonstradas em diversos trabalhos.

A tradução para o português do SF-36 e sua adequação às condições socioeconômicas e culturais de nossa população, bem como a demonstração de sua reprodutibilidade e validade, tornam este instrumento um parâmetro de desfecho útil para ser usado em pesquisas.

No sitio da Qualipes (http://qualipes.com.br/), como indicado pela colaboradora Claudia Souza, profissionais e estudantes poderão ter acesso a serviços relativos aos questionário.

– O questionário: Questionário de Qualidade de Vida SF-36

– Cálculo Escore: Questionário de Qualidade de Vida SF-36 – Cálculo Escores

– Tradução e Validação: Questionário de Qualidade de Vida SF36 – Tradução e Validação


Escala de Tardieu

A Escala de Tardieu avalia a intensidade da reação muscular ao movimento passivo e devido às suas características métricas uma distinção mais clara entre os componentes neurológicos e os componentes ortopédicos presentes durante a realização do movimento passivo de uma articulação.
O Objetivo da escala é medir a resistência apresentada em resposta ao teste do reflexo de estiramento, onde, durante a realização do movimento, é possível detectar um ponto de “detenção” causado pelo resposta do músculo ao estiramento, definido como A1 (amplitude 1). Em sequência dá-se continuidade ao movimento do segmento de forma lenta até o estiramento máximo em repouso, definido como A2 (amplitude 2). O arco de movimento deve ser medido em graus, por um goniômetro,  entre A1 e A2, que vai indicar o componente dinâmico (neurológico) da limitação da ADM.  A diferença entre A2 e a média padrão para ADM indica a presença de uma contratura fixa que exigirá ações de cunho ortopédico.

A Escala de Tardieu é uma ótima opção, em relação a Escala de Aswhorth Modificada,  para avaliação da espasticidade, em serviços que façam aplicação de Toxina Botulínica do Tipo A.

– A Escala: Escala de Tardieu

– Application: Tardieu Scale

– Avaliação da Espasticidade: Escalas De Avaliação da Espasticidade


Escala de Ashworth Modificada

A Escala de Ashworth é a mais utilizada para avaliação do tônus muscular em pacientes que apresentam disfunção do SNC. É uma escala qualitativa do grau de espasticidade, que é medida de acordo com a resistência oferecida em resposta ao reflexo de estiramento.

Temos utilizado a escala tanto para avaliar a espasticidade quanto para monitorar o aumento do mesmo durante o processo de reabilitação.

– A Escala: Escala Modificada de Ashworth

– Instruções: Modified Ashworth Scale Instructions


Inventário de Depressão de Beck

Inventário de Depressão de Beck (Beck Depression InventoryBDIBDI-II) ou Escala de Depressão de Beck foi criado por Aaron Beck, e consiste em um questionário de auto-relato com 21 itens de múltipla escolha. É um dos instrumentos mais utilizados para medir a severidade de episódios depressivos. o BDI compreende 21 premissas referentes ao atual momento do sujeito que são quantificadas em uma escala de 4 pontos de intensidade (0 á 3). O propósito desta escala é avaliar a medida da depressão. É um instrumento de fácil manipulação e aplicação, além de possuir grande aceitação. Os escores variam de zero até 63, onde o zero indica não existir nenhum traço de depressão, enquanto o escore mais alto indica maior gravidade da depressão. O guia de interpretação  é o que se segue: (a) 0 = pontuação mínima, sem depressão; (b) 10 á 16 = indica estado de depressão leve á moderada; (c) 17 á 29 = compreende um estado de depressão moderada á grave; e (d) 30 á 63 = indica um estado de depressão severa. O BDI  avalia a medida de depressão de acordo com os novos critérios estabelecidos pelo DSM-IV, e pode ser aplicado em indivíduos com idade igual/superior á 13 anos.

– O Instrumento: Inventário de Depressão de Beck

– Propriedades psicométricas: Inventário de depressão de Beck – propriedades psicométricas da versão em português


Avaliação Sensorial de Nottingham

Avaliação Sensorial de Nottingham foi elaborada na Inglaterra, em 1991, por Lincoln et al., com o objetivo de identificar os déficits sensoriais em indivíduos pós-AVC e monitorar a sua recuperação. Trata-se de um instrumento de avaliação das modalidades sensoriais protopáticas e epicríticas, o qual revelou boa confiabilidade intra-examinador, porém pobre confiabilidade inter-examinador após avaliação de hemiparéticos. Dessa forma, em 1998, o mesmo foi submetido à redução de itens e a novo exame de confiabilidade no seu país de origem, e foram encontrados níveis aceitáveis de confiabilidade inter-examinador. A Avaliação Sensorial de Nottingham destaca-se das demais medidas de avaliação sensorial por testar todos os segmentos corporais e por não exigir materiais de alto custo para sua aplicação, sendo uma avaliação de grande aceitação. Entre os equipamentos necessários para a aplicação desta avaliação estão objetos simples como caneta, lápis, moedas, esponja, flanela, tesoura, pente, copo e xícara, o que demonstra a simplicidade do teste, sem, entretanto, minimizar sua eficiência.

– O Instrumento: Avaliação Sensorial de Nottingham

– Validade, concordância e confiabilidade da versão brasileira: Validade e Concordância da Avaliação Sensorial de Nottingham


Escala de Equilíbrio de Berg

A Escala de Equilíbrio de Berg, também chamada Balance Scale (Berg e cols., 1992), compreende a avaliação de 14 tarefas relacionadas ao dia-a-dia, que envolvem o equilíbrio estático e dinâmico, tais como alcançar, girar, transferir-se, permanecer em pé e levantar-se.

As tarefas são avaliadas por meio de observação do desempenho, com uma escala ordinal de 0 á 4. A pontuação é baseada no tempo em que a posição pode ser mantida, a distância que o braço é capaz de alcançar para a frente, ou o tempo para completar uma tarefa. Assim, estes pontos são subtraídos caso o tempo ou a distancia não sejam atingidos, o sujeito necessite de supervisão para a execução da tarefa, ou se o sujeito apóia em um suporte externo ou recebe ajuda do examinador, a pontuação máxima é de 56 pontos.

De acordo com Shumway-Cook & Woollacott (2003) há uma relação entre a pontuação e o risco de quedas. Para na amplitude de 56 a 54 pontos, cada ponto a menos é associado á um aumento de 3 a 4% no risco de quedas, na amplitude de 54 a 46 pontos, cada ponto aumenta de 6 a 8% de chances, sendo que abaixo de 36 pontos o risco de quedas é de quase 100%.
Para Carr & Shepherd, esta escala tem sido relatada como confiável e parece ter validade de conteúdo. Todavia, ainda para estes, o teste é muito demorado.

– O Instrumento (com instruções):  Escala de equilíbrio de berg


Escala de Lawton e Brody de AIVD

A Escala de Lawton e Brody de atividades instrumentais de vida diária possui oito atividades onde o sujeito será avaliado (7 na versão adaptada) de acordo com o seu desempenho e/ou participação. As atividades incluem o uso do telefone, o fazer compras, a preparação de refeições, o trabalho doméstico, o lavar roupa, a locomoção fora de casa, a responsabilidade com a medicação, e o manejo do dinheiro (economia). Os itens são classificados quanto à assistência, à qualidade da execução e a iniciativa do sujeito. Assim, este instrumento fornece informações referentes á dependência/independência tanto de uma maneira global em AIVDs quanto em AIVDs específicas.

– O Instrumento: Escala de Lawton e Brody

Versão adaptada ao Brasil e artigo de validação:
– Lawton e Brody Validação


Índice de Katz

O Índice de Katz (ou Katz Índex) avalia seis funções e atividades cotidianas, que são a alimentação, a continência, a transferência (locomoção), o toalete, o vestir e o banho. Sua contagem está baseada no desenvolvimento ontogenético de habilidade com cuidados pessoais. A escala é uma escala de três pontos (independência, assistência recebida, e dependência). A confiabilidade entre observadores é relatada como baixa, porém tem sido demonstrado que o índice de Katz prediz o tempo de internação hospitalar, situação de vida um ano após alta, e mortalidade. O Katz é de rápida aplicação.

– O Instrumento: Indice de Katz

– Artigo Referência: Índice de Katz na Avaliação da Funcionalidade dos Idosos


Índice de Barthel

O Índice de Barthel abrange dez funções e atividades fundamentais no cotidiano: alimentar-se, banhar-se, pentear-se, vestir-se, controle intestinal, controle vesical, transferência para o vaso sanitário, transferência da cadeira para a cama, caminhar, e subri escadas. A contagem total vai de 0 a 100 pontos (independência total), em aumentos de 5 pontos. As funções são mensuradas de acordo com a importãncia para a independência funcional. A realização da contagem toma apenas 5 a 10 minutos, porém a observação das tarefas leva uma hora.
Um resultado de 60 pontos obtidos parece ser o ponto de transição da dependência para a independência assistida. Muitos pesquisadores do Barthel indicam que este instrumento possui excelente confiabilidade e validade. A sensibilidade deste teste ainda não foi bem aferida.

– O Instrumento: Índice de Barthel

– Validação: Barthel Validação